26/04/2020

A INDÚSTRIA DA MODA E O EXEMPLO DA RE-ROUPA

Esclarecendo de vez a diferença

A indústria é o segundo maior consumidor de água e é responsável por 8 a 10% das emissões globais de carbono, mais do que todos os voos internacionais e transporte marítimo combinados, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Produtos químicos nocivos, transporte global de mercadorias e embalagens não biodegradáveis ​​aumentam o custo do meio ambiente.

Por outro lado, cada vez mais os consumidores querem saber onde - e como - suas roupas são produzidas. 

Eles estão exigindo práticas éticas e varejo responsável.

Alguns fabricantes e varejistas encontraram soluções inovadoras, grandes e pequenas.

Um exemplo positivo de inovação? A marca Re-Roupa.

O projeto foca no reaproveitamento de resíduos considerados "lixo" e na valorização da mão de obra local. O grande diferencial deles é usar o que a moda em geral rejeita. Usam a matéria-prima existente, independente dela estar na moda ou não, porque o que interessa, de fato, é a memória afetiva da roupa.

Já no topo do mercado, os designers desejam fazer da moda sustentável sinônimo de luxo. Em 2015, um relatório de sustentabilidade da Nielsen constatou que 66% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por roupas ecológicas. No extremo baixo e rápido da indústria, promessas foram feitas.

A Inditex, gigante do varejo proprietária da Zara, anunciou uma promessa de sustentabilidade em julho, dizendo que deseja que todas as suas roupas sejam feitas de tecidos sustentáveis ​​ou reciclados até 2025.

E a geração Millenial?

Também conhecidos como geração Y, os millennials representam uma faixa demográfica da população mundial. Alguns estudiosos diferem sobre as datas exatas, mas estima-se que essa geração representa os nascidos entre o período da década de 80 até o começo dos anos 2000.

A proteção do meio ambiente para eles é um tema quente. 

Segundo o Pinterest, os Millennials e a Geração Z têm duas vezes mais chance de se interessar por ideias relacionadas ao assunto em comparação com usuários com mais de 38 anos. Muitos estão se inspirando para sair da zona de conforto e experimentar um estilo mais eco-consciente pela primeira vez. 

O aumento foi de 256% em buscas por “vida sustentável para iniciantes” desde o ano de 2018.

geração millennial é preocupada com as questões ambientais, tem uma postura positiva em relação ao futuro e se sente verdadeiramente realizada em áreas criativas e tecnológicas.

Eles são os compradores do futuro e também, os CEO’s e/ou sócios de muitas marcas ecológicas, sustentáveis e engajadas que virão a surgir. Sendo assim, o que as marcas atuais estão esperando para entrar nessa? O momento não é ano que vem, ou futuramente. 

O momento é já. Inovar não deve mais ser uma opção. É necessidade.




Por Isabela Rozental